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Hoje é o “Dia Mundial da Água“. A partir do blog Faça a sua parte você pode encontrar muitas informações sobre a tragédia-anunciada da escassez de água que não é um possível problema de um futuro incerto. É um problema presente e muito real para 1/3 da polulação da Terra. Uma das questões sérias é a apropriação privada da água por empresas que deixam as pessoas sem esse recurso indispensável. No Rajistão, Índia, as pessoas têm que disputar a água com a Coca-Cola que se apropria de 500 mil litros diários da água subterrânea local. Leia mais neste link.

Idelber Avelar compartilha seu texto para a Revista Fórum deste mês. Tortura, verdade e democracia estão muito mais próximos do que gostamos de pensar. Aproveitando o ensejo, para quem se interessar, um artigo do antropólogo Roberto Kant de Lima que aborda o problema da convivência de diferentes sistemas de produção da verdade no processo penal brasileiro. Particularmente grave é a produção da verdade no “inquérito policial”, conduzido pela Polícia Civil. A tortura é recurso freqüente e seu uso se dá de acordo com a classe social do “suspeito” (ou seria a suspeição predeterminada de que há uma verdade interna a ser trazida à luz pela tortura que se dá pela classe social do indivíduo?).

A discussão sobre o futuro do jornalismo, especialmente do tradicional jornalismo impresso, no mundo online é importante. Estaríamos, como diz o subtítulo do livro citado por Nicholas Kristof, vivendo em uma sociedade pós-factual? O tema está em pauta na blogosfera brasileira. A partir do post do Rafael Galvão é possível seguir os links do debate. Kristof faz referência à tendência do Daily Me, isto é, de cada leitor conectado à internet se tranformar em seu próprio editor de notícias, selecionando o que interessa de diversas fontes. O perigo, de acordo com o colunista, está no fato fartamente confirmado de que não procuramos a melhor informação, mas aquela que confirma nossas idéias e percepções preconcebidas. O resultado seria a sectarização e a conseqüente intolerância para com a opinião divergente. A solução apontada Kristof, que sempre me pareceu adequada – não só em relação ao noticiário – é cultivar o hábito intelectual de levar a sério e combater as idéias das quais mais discordamos. Nesse caso, é importante a adoção de uma postura de “honestidade intelectual” para reconhecer que uma idéia que nos desagradava incialmente acabou por vencer a “luta pela sobrevivência”. Estimular essa “seleção natural” das idéias me parece uma forma válida de evitarmos a tendência para o consenso que nos marca como animais sociais que gostamamos de nos perder no bando.

One Response to “Siga o link!”

  1. Paulo Cesar says:

    Pensar, é a mensagem de suas palavras. Ponderar é outra palavra importante! Começando pela formulação de um inquérito policial, não tenho a menor dúvida de que a verdade não existe. Assim como (sou deficiente visual )toda a biblioteca braile pode ser jogada no lixo, em função das alterações de idioma, ou da forma correta, todos os inquéritos poiciais são apenas peças de uma espécie de ficção , nada mais. Tem, a ver com o indivíduo, com quem o prendeu, com quem é o seu advogado, e tantas outras variáveis que se pode afirmar, sem dúvida, que a polícia e a sua extensão, que seria o poder judiciário, como símbodolos da sociedade organizada, não servem para nada. É provável que o mundo dos chamados traficantes seja mais justo e correto no fazer justiça, tese que defendo e é combatida até pela minha bisavó, já morta!A questão da água, creio, e concordo inteiramente, está já aí, e tem a mesma conotação social do bloco a que pertence o indivíduo, o que não muda o seu cerne. No Brasil, na cidade de São Paulo, 1,5 milhão não temágua todos os dias (1,5 milhão por dia ) menos nas áreas dos Jardins, do Centro, dos Shoppings, etc. A falta já existe e é crítica além da possbilidade de retôrno ! Mas a coisa é tratada políticamente, e se afirma que tudo está em manutenção ! Mentira pura.A parte que leva ao jornal, à revista, aos livros, etc., tenho o mesmo pensamento. Sempre me lembro de Bunuel: ” quando voc~cê filma uma cena e a projeta, é documentário. Quando a monta , remonta, é apenas um filme comum, não envolve mais a verdade “. Não vejo muita saída, embora pense muito a respeito e dê prefer~wencia à leitura dos livros, jornais, revistas , parte pelo meu computador, parte feita por uma pessoa que l~ê para mim. Misturo tudo e tenho que lutar com a memória, muito boa, felizmente, para não cair na rede dos Assessores de Imprensa, essa turma que ficou sem saber para onde ir quando o brasil morreu…