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	<title>Comments on: Sou feliz por ser ateu</title>
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	<description>Apenas um blog meio... meio...?  sociológico!</description>
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		<title>By: Sou feliz por ser ateu ou entrando na guerra dos adesivos (armado) &#171; Imaginação Sociológica</title>
		<link>http://www.carlosmagalhaes.com.br/archives/713/comment-page-1#comment-472</link>
		<dc:creator>Sou feliz por ser ateu ou entrando na guerra dos adesivos (armado) &#171; Imaginação Sociológica</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 03:09:46 +0000</pubDate>
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		<description>[...] quem não acompanhou: começo -  [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] quem não acompanhou: começo -  [...]</p>
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		<title>By: Leonardo Bernardes</title>
		<link>http://www.carlosmagalhaes.com.br/archives/713/comment-page-1#comment-368</link>
		<dc:creator>Leonardo Bernardes</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 May 2009 22:24:05 +0000</pubDate>
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		<description>Só não entendi bem a &quot;realidade última&quot;, &quot;conhecimento último&quot;. O que vem a ser isso?

Quantos aos adesivos, bem, acho que as Igrejas se transformaram em clubes. Você não tem essa impressão? De que aqui no Brasil elas agregam o que antes era disperso. Cobram prendas ao tempo em que oferecem benefícios. A contingência da vida lá fora, então, é substituída por uma segurança regional, afiançada pela ordem da instituição. É um microuniverso. A necessidade de estampar, pra mim, é semelhante a necessidade que tem, por exemplo, torcidas organizadas e coisas afins.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Só não entendi bem a &#8220;realidade última&#8221;, &#8220;conhecimento último&#8221;. O que vem a ser isso?</p>
<p>Quantos aos adesivos, bem, acho que as Igrejas se transformaram em clubes. Você não tem essa impressão? De que aqui no Brasil elas agregam o que antes era disperso. Cobram prendas ao tempo em que oferecem benefícios. A contingência da vida lá fora, então, é substituída por uma segurança regional, afiançada pela ordem da instituição. É um microuniverso. A necessidade de estampar, pra mim, é semelhante a necessidade que tem, por exemplo, torcidas organizadas e coisas afins.</p>
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		<title>By: Paulo</title>
		<link>http://www.carlosmagalhaes.com.br/archives/713/comment-page-1#comment-360</link>
		<dc:creator>Paulo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 May 2009 17:48:30 +0000</pubDate>
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		<description>Penso que a palavra chave na definição (1) do Houaiss é &quot;inconsistência&quot;.

Inconsistência que existe não apenas nas religiões institucionalmente organizadas mas também naqueles defensores de uma &quot;Sophia Perennis&quot; (ou algo que o valha), como Campbell.

Porém, é curioso como &quot;crentes&quot; gostam de caracterizar a descrença como uma outra forma de crença. 
Às vezes, a descrença é apenas o perceber das inconsistências da crença.
Nada precisa ser posto no lugar de Mahyra, Quetzacoáltl, Zeus, Brahma ou qualquer outro deus em que se creia.

Penso que a crescente necessidade (pois me parece crescente) de externar que &quot;sou feliz por crer nisso ou naquilo&quot; ou que &quot;totó é fiel&quot; (sempre penso em cachorros quando leio &quot;deus é fiel&quot; em algum lugar), vem da necessidade cada vez maior de sair do anonimato das grandes cidades. 
O fulano busca externar algo de suas crenças para os outros verem (ele não é apenas mais um carro passando, é o carro de um &quot;filho do dono&quot; - já viu esse?). 
Mas não só isso, ele também quer que seu deus o veja, perceba que ele O ama e o ame de volta.

A definição (3) do Houaiss, parece-me, reflete o peso da sensação de abandono como uma fonte do ateísmo pois uma grande carência é um dos grandes promotores do teísmo - talvez seu maior motor.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Penso que a palavra chave na definição (1) do Houaiss é &#8220;inconsistência&#8221;.</p>
<p>Inconsistência que existe não apenas nas religiões institucionalmente organizadas mas também naqueles defensores de uma &#8220;Sophia Perennis&#8221; (ou algo que o valha), como Campbell.</p>
<p>Porém, é curioso como &#8220;crentes&#8221; gostam de caracterizar a descrença como uma outra forma de crença.<br />
Às vezes, a descrença é apenas o perceber das inconsistências da crença.<br />
Nada precisa ser posto no lugar de Mahyra, Quetzacoáltl, Zeus, Brahma ou qualquer outro deus em que se creia.</p>
<p>Penso que a crescente necessidade (pois me parece crescente) de externar que &#8220;sou feliz por crer nisso ou naquilo&#8221; ou que &#8220;totó é fiel&#8221; (sempre penso em cachorros quando leio &#8220;deus é fiel&#8221; em algum lugar), vem da necessidade cada vez maior de sair do anonimato das grandes cidades.<br />
O fulano busca externar algo de suas crenças para os outros verem (ele não é apenas mais um carro passando, é o carro de um &#8220;filho do dono&#8221; &#8211; já viu esse?).<br />
Mas não só isso, ele também quer que seu deus o veja, perceba que ele O ama e o ame de volta.</p>
<p>A definição (3) do Houaiss, parece-me, reflete o peso da sensação de abandono como uma fonte do ateísmo pois uma grande carência é um dos grandes promotores do teísmo &#8211; talvez seu maior motor.</p>
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	<item>
		<title>By: Gabriel Ferreira</title>
		<link>http://www.carlosmagalhaes.com.br/archives/713/comment-page-1#comment-354</link>
		<dc:creator>Gabriel Ferreira</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2009 15:20:28 +0000</pubDate>
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		<description>Caríssimo Carlos.

De fato, o problema é espinhoso e tem inúmeros desdobramentos. Assim, vou me ater a uma espécia de questão de ordem, quase uma &lt;i&gt;petitio principi&lt;/i&gt;. Você diz que o problema da existência de todas as coisas é o mais incompreensível de todos. De fato, o problema do &quot;Ser enquanto Ser&quot; (mais  adequado do que &quot;existência&quot;) e, por conseguinte, do nosso conhecimento dele, está no bojo de toda a racionalidade ocidental. Contudo, há escondido aqui um problema quase sociológico (se me permite), a saber, o da exclusão da reflexão, sobretudo filosófica, para o trato deste problema. Estou certo de que você não o comete, mas é patente que o nível de comprometimento com a especulação que se encontra hoje nas pessoas simplesmente impossibilita todo e qualquer debate sério e rigoroso sobre essas questões. Para além dos colegas, praticamente não conheço quem se disponha a estudar metafísica à sério ou, ainda, quem esteja apto a de fato analisar os argumentos clássicos para a existência de Deus, por exemplo. Note que o problema a que me refiro não é de incapacidade, mas simplesmente da falta de seriedade intelectual para se adentrar satisfatoriamente nesses assuntos. Todo esse quadro limita muitíssimo o plano possível no qual discussões seríssimas como essas podem se instalar. E aí a coisa claramente degringola para simples afirmações de gosto como &quot;sou feliz por ser x&quot;, seja X igual a Católico ou Ateu.

Abraço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caríssimo Carlos.</p>
<p>De fato, o problema é espinhoso e tem inúmeros desdobramentos. Assim, vou me ater a uma espécia de questão de ordem, quase uma <i>petitio principi</i>. Você diz que o problema da existência de todas as coisas é o mais incompreensível de todos. De fato, o problema do &#8220;Ser enquanto Ser&#8221; (mais  adequado do que &#8220;existência&#8221;) e, por conseguinte, do nosso conhecimento dele, está no bojo de toda a racionalidade ocidental. Contudo, há escondido aqui um problema quase sociológico (se me permite), a saber, o da exclusão da reflexão, sobretudo filosófica, para o trato deste problema. Estou certo de que você não o comete, mas é patente que o nível de comprometimento com a especulação que se encontra hoje nas pessoas simplesmente impossibilita todo e qualquer debate sério e rigoroso sobre essas questões. Para além dos colegas, praticamente não conheço quem se disponha a estudar metafísica à sério ou, ainda, quem esteja apto a de fato analisar os argumentos clássicos para a existência de Deus, por exemplo. Note que o problema a que me refiro não é de incapacidade, mas simplesmente da falta de seriedade intelectual para se adentrar satisfatoriamente nesses assuntos. Todo esse quadro limita muitíssimo o plano possível no qual discussões seríssimas como essas podem se instalar. E aí a coisa claramente degringola para simples afirmações de gosto como &#8220;sou feliz por ser x&#8221;, seja X igual a Católico ou Ateu.</p>
<p>Abraço.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: anunciação</title>
		<link>http://www.carlosmagalhaes.com.br/archives/713/comment-page-1#comment-351</link>
		<dc:creator>anunciação</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2009 12:32:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.carlosmagalhaes.com.br/?p=713#comment-351</guid>
		<description>Vou arriscar:Uma compensação para a ausência da prática daquilo que prega?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vou arriscar:Uma compensação para a ausência da prática daquilo que prega?</p>
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