Algumas notas inconclusivas roubadas do tempo de sono

Chego em casa às 11 da noite. Ligo o computador e a tevê, volume baixo, na Globo News. Vou para o Google Reader para saber do que interessa, enquanto escuto ao longe as abobrinhas de um programinha da Waldvogel. Parece que o tema tem a ver com reforma política. Como os ouvidos não têm tampa (daí o ditado “melhor ouvir do que ser surdo”) , escuto qualquer coisa como “o voto é a grande arma do cidadão”. Felizmente um dos convidados (Henrique Fontana – PT/RS) relativizou a afirmação. Essa é a “politização” que as Organizações Tabajara Globo esperam dos seus súditos: comparecer na data marcada numa seção eleitoral e digitar os números dos seus candidatos, que depois serão “denunciados” no Jornal Nacional. “Político é tudo ladrão”. Mas não tem problema. “O brasileiro não tem mesmo memória!” E tome chavões na cabeça. Padrão “Fauto Silva” de consciência política.

Vejo no Rainha Vermelha uma foto de um macaco sem pelos (o post é muito mais interessante do que a minha memória biográfica). É inevitável me lembrar de um dos muitos casos que meu avô contava. Certa vez foi convidado a participar de uma refeição cujo prato principal seria um pequeno macaco. Declinou quando viu o macaco despelado e notou a grande semelhança com uma criança humana. Não tenho idéia do que o meu avô pensaria sobre a teoria da evolução. Mas tenho certeza de que a experiência do macaco/criança o aproximava da conclusão de que somos mamíferos-primatas como quaisquer outros.

Essa lembrança me remete a uma conversa recente com meus alunos. Falávamos sobre o ditanciamento que se estabeleceu entre o consumidor moderno de carne e o animal que a oferece. Compramos as “peças” no supermercado, naquelas bandejas com cortes pré-definidos – e nos esquecemos convenientemente que são parte de animais que já foram vivos. Cresci na “roça”.  A carne à mesa, com freqüência, andava há pouco pelo quintal. Para os urbanos, essa informação pode ser estranha. Tem muita gente por aí que não liga o bife ao boi. Não sou e nem pretendo ser vegetetariano. Mas não deixa de ser interessante essa situação de que hoje as pessoas comem coisas cuja origem desconhecem completamente. Se soubessem, não comeriam.

Essas notas talvez seguissem por outros caminhos, mas para chegar até aqui tive que recorrer  a um “ponto de restauração do windows” e tive que escrever novamente alguns pedaços. Parece que isso foi obra de uma interação pouco amistosa entre o meu notebook e o windows-update. Moral da história: não legalize o seu windows por causa  das  vantagens que que a MICOsoft oferece. O windows é um programa pirata por essência. Não adianta a Microsoft oferecer agora as vantagens da legalização.  (Em tempo: estou escrevendo a partir de uma cópia perfeitamente legal do Vista).

Como digo aos meus alunos: só mais uma coisa, para concluir, SILÊNCIO, sigam a discussão sobre a conscientização ambiental  a partir do blog da Lúcia. Quero entrar na conversa, mas agora não posso.

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