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	<title>Comments on: Analfabetismo Cognitivo</title>
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	<description>Apenas um blog meio... meio...?  sociológico!</description>
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		<title>By: Alexandre Cotovio Martins</title>
		<link>http://www.carlosmagalhaes.com.br/archives/894/comment-page-1#comment-1120</link>
		<dc:creator>Alexandre Cotovio Martins</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 13:31:19 +0000</pubDate>
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		<description>Caro colega,
Demabulava eu pelas vastas paisagens virtuais quando encontrei o seu blogue e resolvi lê-lo. Deixo este comentário para manifestar a minha concordância com o seu diagnóstico, naquilo que se reporta à grande dificuldade de se conseguir uma comunicação pedagógica eficaz, sobretudo em disciplinas altamente reflexivas e para-doxais (para retomar a terminologia de Bourdieu) como é o caso manifesto da sociologia. Deste lado do Atlântico, o problema é o mesmo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro colega,<br />
Demabulava eu pelas vastas paisagens virtuais quando encontrei o seu blogue e resolvi lê-lo. Deixo este comentário para manifestar a minha concordância com o seu diagnóstico, naquilo que se reporta à grande dificuldade de se conseguir uma comunicação pedagógica eficaz, sobretudo em disciplinas altamente reflexivas e para-doxais (para retomar a terminologia de Bourdieu) como é o caso manifesto da sociologia. Deste lado do Atlântico, o problema é o mesmo.</p>
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		<title>By: josé</title>
		<link>http://www.carlosmagalhaes.com.br/archives/894/comment-page-1#comment-636</link>
		<dc:creator>josé</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 23:27:25 +0000</pubDate>
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		<description>Prezado: Achei o blog procurando uma referência do Mills. Bom achado. Hoje com 50 aninhos, comecei minha carreira acadêmica... há 2 semanas. Tomei posse na UnB. Novos o campus (na Ceilândia), o curso (graduação em saúde coletiva), a disciplina (Políticas e Sistema de Saúde) e o professor. Passei 10 anos como educador em saúde comunitária em dois países. A melhor experiência profissional desde a graduação como médico, no Peru. Seu comentário sobre a necessidade de &quot;resistência moral&quot; me deixou curioso. Aponta um tremendo de um desafio didático - pedagógico - político (e até esportivo pela coisa da resistência física :-) ). Obrigado. Vamos ver no que dá. Abraço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado: Achei o blog procurando uma referência do Mills. Bom achado. Hoje com 50 aninhos, comecei minha carreira acadêmica&#8230; há 2 semanas. Tomei posse na UnB. Novos o campus (na Ceilândia), o curso (graduação em saúde coletiva), a disciplina (Políticas e Sistema de Saúde) e o professor. Passei 10 anos como educador em saúde comunitária em dois países. A melhor experiência profissional desde a graduação como médico, no Peru. Seu comentário sobre a necessidade de &#8220;resistência moral&#8221; me deixou curioso. Aponta um tremendo de um desafio didático &#8211; pedagógico &#8211; político (e até esportivo pela coisa da resistência física <img src='http://www.carlosmagalhaes.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  ). Obrigado. Vamos ver no que dá. Abraço.</p>
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		<title>By: Mônica</title>
		<link>http://www.carlosmagalhaes.com.br/archives/894/comment-page-1#comment-600</link>
		<dc:creator>Mônica</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 04:35:23 +0000</pubDate>
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		<description>É o que você disse, Guto. Melhor do que pensar é repensar. Mas eu vejo - e talvez até eu faça isso, só que num nível que eu digo que pretensamente pode ser mais bonitinho que o dos outros - que o que a maioria das pessoas faz é isso.

O pessoal pega uns pensamentos emprestados desses &quot;faladores de qualquer coisa&quot;, pra não dizer &quot;faladores de...&quot; (e acho que nem esses faladores pensam no que estão falando). Aí o pessoal vai e repete o falatório. Mas eles nem reparam no que está sendo dito. Repetem e aplaudem. São palavras meio vazias, mas se reparassem, acho que nem perceberiam o vazio da coisa. Aliás, não sei o que perceberiam.

Sabe do que me lembrei? Dos discursos do Odorico Paraguaçu. As irmãs Cajazeiras lá babando. Mas pelo menos ele, por mais que não se entendesse e por mais que não se fizesse entender, era divertido de se ouvir. Hoje, com esse falatório edificante que o pessoal abraça, nem isso a gente tem, que o senso de humor foi pras cucuias faz tempo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É o que você disse, Guto. Melhor do que pensar é repensar. Mas eu vejo &#8211; e talvez até eu faça isso, só que num nível que eu digo que pretensamente pode ser mais bonitinho que o dos outros &#8211; que o que a maioria das pessoas faz é isso.</p>
<p>O pessoal pega uns pensamentos emprestados desses &#8220;faladores de qualquer coisa&#8221;, pra não dizer &#8220;faladores de&#8230;&#8221; (e acho que nem esses faladores pensam no que estão falando). Aí o pessoal vai e repete o falatório. Mas eles nem reparam no que está sendo dito. Repetem e aplaudem. São palavras meio vazias, mas se reparassem, acho que nem perceberiam o vazio da coisa. Aliás, não sei o que perceberiam.</p>
<p>Sabe do que me lembrei? Dos discursos do Odorico Paraguaçu. As irmãs Cajazeiras lá babando. Mas pelo menos ele, por mais que não se entendesse e por mais que não se fizesse entender, era divertido de se ouvir. Hoje, com esse falatório edificante que o pessoal abraça, nem isso a gente tem, que o senso de humor foi pras cucuias faz tempo.</p>
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		<title>By: Carlos Magalhaes</title>
		<link>http://www.carlosmagalhaes.com.br/archives/894/comment-page-1#comment-599</link>
		<dc:creator>Carlos Magalhaes</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 02:38:59 +0000</pubDate>
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		<description>Luiz, a ausência de crítica campeia independente da escolaridade. Leia &lt;a href=&quot;http://direitosfundamentais.net/2009/06/11/existe-doutrina-juridica-no-brasil/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;strong&gt;esse post&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; sobre o pensamento jurídico no Brasil.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Luiz, a ausência de crítica campeia independente da escolaridade. Leia <a href="http://direitosfundamentais.net/2009/06/11/existe-doutrina-juridica-no-brasil/" rel="nofollow"><strong>esse post</strong></a> sobre o pensamento jurídico no Brasil.</p>
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		<title>By: Luiz</title>
		<link>http://www.carlosmagalhaes.com.br/archives/894/comment-page-1#comment-598</link>
		<dc:creator>Luiz</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 02:20:02 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Se Vargas visse nosso tempo não teria se matado&quot; dizia minha quase centenária professora de filosofia. A política da educação técnica que ele tanto admirava nos nazistas e que foi tão bem transplantada para este país o dariam novo ânimo para viver. Mas não se pode generalizar o quadro, nem todas as escolas basileiras formam alienados, certo é que a maioria só facilita o trabalho dos alienadores que também nascem, crescem e se formam no Brasil, e esses são muitos. 
Acho que não poderiam ficar de fora da discução sobre alienação, alguns elementos do autoritarismo político brasileiro que, combinados com o próprio capitalismo, tornam perigosa qualquer balido dissoante do rebanho. Não existem garantias fundamentais pra quem não tem dinheiro para pagar por elas, não se ganha dinheiro no Brasil sem se vender, ao menos parcialmente, a um sistema repressor e alienante que quando permite o pensamento livre, o permite desde que esteja de acordo com sua própria cartilha. Marx deixou um enorme legado (descontadas quaisquer loucuras praticadas em seu nome) e morreu de uma forma que ninguem em sã consciência persegue. Para um cidadão que depende do &quot;sistema&quot; (para completar a noite dos mortos-vivos das expressões démodé) para sobreviver, atacá-lo, sem garantias nem quanto a preservação de sua vida, é um ato insano (heróico já é très démodé). Talvez seja necessário dizer que a crítica é salutar e necessária ao aperfeiçoamento da sociedade (se esse for o objetivo da vida social), para que eu não pareça mais um dos que hoje engrossam o coro dos reacionários ocidentais tão assustadores em suas premissas e conclusões (vide o que a Europa tem feito com os muçulmanos, tanto a direita quanto a esquerda). Mas levanto a bandeira de que este país precisa cumprir etapas para seu crescimento, me perdoem pela referência ao evolucionismo social, mas o  Brasil nem começou a sua revolução burguesa, não dá pra cobrar que com escolas melhores o povo se torne ciente de sua realidade.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Se Vargas visse nosso tempo não teria se matado&#8221; dizia minha quase centenária professora de filosofia. A política da educação técnica que ele tanto admirava nos nazistas e que foi tão bem transplantada para este país o dariam novo ânimo para viver. Mas não se pode generalizar o quadro, nem todas as escolas basileiras formam alienados, certo é que a maioria só facilita o trabalho dos alienadores que também nascem, crescem e se formam no Brasil, e esses são muitos.<br />
Acho que não poderiam ficar de fora da discução sobre alienação, alguns elementos do autoritarismo político brasileiro que, combinados com o próprio capitalismo, tornam perigosa qualquer balido dissoante do rebanho. Não existem garantias fundamentais pra quem não tem dinheiro para pagar por elas, não se ganha dinheiro no Brasil sem se vender, ao menos parcialmente, a um sistema repressor e alienante que quando permite o pensamento livre, o permite desde que esteja de acordo com sua própria cartilha. Marx deixou um enorme legado (descontadas quaisquer loucuras praticadas em seu nome) e morreu de uma forma que ninguem em sã consciência persegue. Para um cidadão que depende do &#8220;sistema&#8221; (para completar a noite dos mortos-vivos das expressões démodé) para sobreviver, atacá-lo, sem garantias nem quanto a preservação de sua vida, é um ato insano (heróico já é très démodé). Talvez seja necessário dizer que a crítica é salutar e necessária ao aperfeiçoamento da sociedade (se esse for o objetivo da vida social), para que eu não pareça mais um dos que hoje engrossam o coro dos reacionários ocidentais tão assustadores em suas premissas e conclusões (vide o que a Europa tem feito com os muçulmanos, tanto a direita quanto a esquerda). Mas levanto a bandeira de que este país precisa cumprir etapas para seu crescimento, me perdoem pela referência ao evolucionismo social, mas o  Brasil nem começou a sua revolução burguesa, não dá pra cobrar que com escolas melhores o povo se torne ciente de sua realidade.</p>
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		<title>By: Rafael</title>
		<link>http://www.carlosmagalhaes.com.br/archives/894/comment-page-1#comment-595</link>
		<dc:creator>Rafael</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 14:45:24 +0000</pubDate>
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		<description>A questão é complexa. Quando se fala em falta de &quot;competência ligüístico-cognitiva&quot; , creio que falta para o seu desenvolvimento retornar àquilo tão fora de moda: crítica! A ideologia (sim, ideologia termo tão combatido cuja maior ideologia é a idéia de &quot;fim da ideologia&quot;), alienação, dominação, poder (ao estilo Foucaultiano), homem unidimensional, diferença de classes (idéia falsamente dissolvida pelo acesso a bens via crédito desenfreado), efim, tudo aquilo que faz da sociologia umas de suas razões de ser - crítica! E em épocas de mercantilização da vida, de biopolítica descarada, da onda moralista e conservadora que se abate sobre o ocidente, e, principalmente, a ideologia da educação técnica-mercado, pedir competencia lingustica-cognitiva se torna difícil. Enfim, muito boa as observações. Grande abraço</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A questão é complexa. Quando se fala em falta de &#8220;competência ligüístico-cognitiva&#8221; , creio que falta para o seu desenvolvimento retornar àquilo tão fora de moda: crítica! A ideologia (sim, ideologia termo tão combatido cuja maior ideologia é a idéia de &#8220;fim da ideologia&#8221;), alienação, dominação, poder (ao estilo Foucaultiano), homem unidimensional, diferença de classes (idéia falsamente dissolvida pelo acesso a bens via crédito desenfreado), efim, tudo aquilo que faz da sociologia umas de suas razões de ser &#8211; crítica! E em épocas de mercantilização da vida, de biopolítica descarada, da onda moralista e conservadora que se abate sobre o ocidente, e, principalmente, a ideologia da educação técnica-mercado, pedir competencia lingustica-cognitiva se torna difícil. Enfim, muito boa as observações. Grande abraço</p>
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