Archive for August, 2009

Recesso?

Saturday, August 15th, 2009

Não foi bem um recesso, mas quase um ano sabático (considerando a velocidade do tempo da internet). Entrando agora no dashboard, limpando a spanzada xanaxiana alozoprada, vi que descansei bastante da blogagem e volto com gosto pela brincadeira.

Julho foi o mês das conseqüências (aqui ainda vigora o trema) da mudança de casa. Carregamento de caixas e arrumação de coisas. Livros de papel (ainda existem!), entre outras (coisas). Papel não gosta de água e choveu. Alguns livros foram molhados e mofaram. A sabedoria do acaso fez com que os molhados fossem os piores, aqueles que já estavam mesmo dentro da boca do sapo, destinados ao lixo. Também acho que livros no lixo é uma visão triste. Os que estavam endereçados ao lixo eram ruins mesmo. Úteis como acendedores de churrasqueira. Daqueles que as editoras nos dão de presente a nós professores e que os autores, provavelmente, pagaram pela edição. Ainda vigora o fetiche de ter o nome impresso na capa de um maço de papel branco pintado com letras pretas. O Lattes agradece a preferência.

Lamentei que alguns bons tenham levado água. “Construção Nacional e Cidadania“, por exemplo. Mas os bons estão em quarentena, espero que, agora secos, se recuperem e voltem para a estante.

Começou, enfim, o semestre letivo. O 2009/2. As dificuldades retornam porque o eterno retorno traz de volta os problemas de sempre. Mas o que interessa são as renovadas alegrias que só acontecem numa sala de aula. Estava falando de um assunto quando uma aluna disse: “um filme de nome “Man Friday” ilustra bem esse ponto”. Não imaginava que mais alguém se lembrava desse filme. É a história de Robinson Crusoé contada do ponto de vista do Sexta-Feira. Assisti numa madrugada da Globo, há infinitos anos. A intervenção não poderia ser mais apropriada! Felicidade minha e da aluna pela coincidência.

Escrevi tudo aí em cima para dizer que o recesso terminou, agora resta -  nos próximos dias – cumprir a palavra e acabar, de fato, com o recesso.

O “Google Reader”? Ainda não me animei a entrar. Vou deixar de ler, sei disso, mais de mil coisas. Mas quem lê tudo o que escrevemos nessa vida?